quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Verão Chegando, e agora?

Com a chegada dos meses mais quentes do ano, os baianos que eram acostumados a curtir uma tarde de sol nas praias de Salvador, começam a se preocupar com a situação da orla da capital.

Desde o início deste ano, mais de 353 barracas foram demolidas em ação da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (SUCOM) em toda região, deixando famílias desempregadas e sem ter outra opção de renda.

A nossa equipe foi as ruas de Salvador para saber a opinião dos baianos, e quais as soluções que poderiam ser tomadas.

Enquete:
Qual a solução para o problema das barracas de Praia de Salvador?


“Eu acho que agora é remediar, já que derrubou a prefeitura deveria encontrar políticas para gerar renda para os comerciantes que foram atingidos com a ação da SUCOM”.
Mariana Martins, 24 anos, Estudante.

“Achei legal pelo visual que nos proporcionou, mas acho que deveriam cadastrar as pessoas que ficaram desempregadas num programa de emprego, para criar oportunidade de trabalho e gerar renda as famílias que ficaram sem ter o que fazer”.
Itana Andrade, 17 anos, Estudante.

“A prefeitura deveria dar um seguro desemprego para as famílias que ficaram sem trabalho. Agora não existem mais opções de lazer nas praias da cidade.”Mônica Junqueira, 25 anos, Estudante.

Movido pela força da música e de instrumentos recicláveis , jovens de uma ONG criam “o bagunçaço”

Embora haja uma grande variedade de instrumentos que produzem som, qualquer batuque feito com objetos comuns pode ser considerado como percussão. Foi através desta idéia e por ver crianças tocando latas espontaneamente na rua da capital baiana, que Joselito Crispim percebeu a importância dessa atividade para aquelas crianças, que sofriam com os intensos protestos dos moradores.
Surgiu o Bagunçaço, formada por adolescentes que utilizam instrumentos feitos por eles mesmos, a partir do reaproveitamento de embalagens usadas. Tonéis de carbureto, latas de manteiga, de solvente, de biscoitos importados, transformam-se em surdos, contrabaixos e guitarras. A contribuição da Ong para a sociedade, começa já na reciclagem, mas não se restringe a isto, os jovens se envolvem em diversas atividades educativas como teatro, dança oficinas de reciclagem de lixo, inserido num trabalho comunitário com escola, creche, serviço médico, fabricação de medicamentos alternativos entre muitas outras coisas.
A Reciclagem é o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são o papel, o vidro, metal e o plástico. As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração.
O Bagunçaço faz parte de um projeto desenvolvido pelo CEFET/BA (Centro Federal de Educação Tecnológica), CEAO (Centro de Estudos Afro-Orientais) e UFBA (Universidade Federal da Bahia), através dos quais, crianças e adolescentes das bandas, fazem cursos de informática, eletrônica e outros. Educando e usando a música na sua dimensão libertadora é que educamos para o exercício da cidadania.
"Foi uma experiência muito boa, pois hoje vejo que aquele momento em que eu ficava na rua, batendo nas latas, acabou, estou aqui no projeto, aprendendo, a tocar, computação e muito mais, além de contribuir com a reciclagem." diz Reinaldo Santos integrante do projeto.
Além de estar ligado a diversos projetos o Bagunçaço já participou de festas populares como lavagens e arrastões, vídeo clips, um longa metragem, esse grande reconhecimento criou mais nove BDL, entre elas estão Banda Explode (feminina), Banda mirim do Bate-estaca, Libertação dos alagados, Beija-flor, Seduz (feminina), Trovão mirim, Império, Toque feminino, Katafú, mais dois grupos de dança, Alagados (feminina - dança), Bagunça-dance (feminina – dança).

Perfil Brian Gavazza

Lá se vão nove anos desde a sua primeira experiência em Telecom.
Ainda com 21 anos, tomado pela força que compõe o processo de transição entre a fase adolescente e adulta e cheia de dúvidas quanta a sua carreira profissional, ele dava o “pontapé” inicial rumo a sua independência.
Hoje, aos 30 anos, ocupa um lugar de destaque dentro da companhia, sendo gerente de uma das maiores empresas de contact center do país, numa posição de liderança de quase 600 colaboradores.
Esse é Brian Gavazza! Um soteropolitano simples, apaixonado pela sua família e noiva, que como qualquer rubro negro progride a passos cada vez maiores rumo a grandes realizações.
Objetivos? Nada que não esteja presente no “prato” de cada brasileiro: Realização profissional e pessoal.
Um sonho? Ser pai.
Pelo ritmo alucinado de transformações freqüentes na sua vida e movido pela força e determinação que movimenta um autentico ariano, não duvidem: ele vai conseguir!

Vai dar verão?

A orla de Salvador já não é mais a mesma. Habituada a receber milhares de pessoas todos os finais de semana em busca de diversão e boas comidas, o cenário que se vê atualmente é de um grande vazio.
Com o verão se aproximando, aumenta a ansiedade dos baianos e turistas que se acostumaram com as barracas de praia e não encontram alternativas para curtir uma das principais belezas naturais de salvador. A tendência é de queda no turismo e impacto direto na economia.

Qual a solução para o problema das barracas de praia em Salvador?


“A prefeitura e o governo deveriam fazer um projeto de revitalização das barracas. Por Salvador possuir uma orla muito extensa, não pode perder esse espaço que afetará o turismo local”.

Luiz Fernando Gomes, 21 anos, estudante.

“Não deveria nem ter tirado! Deveriam ter colocado regulamentações como cada barraca ficaria responsável por um trecho especifico, cuidando da limpeza, organização e limitando o número de mesas e cadeiras”

Ricardo Cruz, 24 anos, técnico em informática.

“A solução que deveria ter sido feita, era construir novas barracas e fazer a migração das antigas para o novo modelo e só depois destruí-las! Da forma como foi realizada trouxe um prejuízo social muito grande e um desemprego de mais de 3 mil trabalhadores”

Mário Mota, 27 anos, professor de SI (redes e ciência da computação)

Justiça ordena demolição de barracas de praia e mais de 3 três mil ficam desempregados em Salvador

Por decisão do juiz da 13ª Vara Cível Federal, Carlos D''Ávila Teixeira, parte das barracas de praia da Orla da capital baiana começaram a ser demolidas no final de agosto. A ação gerou uma série de protestos por parte dos barraqueiros e de seus funcionários que não aceitaram a ordem de derrubada de 352 barracas. Eles cobram da Prefeitura de Salvador uma solução para os mais de três mil desempregados.

Enquete: Qual a solução para o problema das barracas de praia de Salvador?

Eduardo Ferreira Mendes, 41 anos, auxiliar administrativo
“Existem muitos córregos e esgotos a céu aberto em Salvador. Eu acho que a prefeitura deveria fechar todos e fazer igual ao canteiro da Avenida Centenário, com barracas padronizadas para os barraqueiros desempregados”.

Cassiane Cruz Amado, 22 anos, estudante
“A prefeitura já derrubou tudo e não tem mais jeito para os barraqueiros. Agora quem quiser ir a praia terá que comprar cadeiras, sacola térmica e sombreiro. Eu vou fazer isso. Mas o melhor mesmo é viajar e aproveitar as praias de outros lugares, porque as daqui ficaram sem graça nenhuma”.

Inaldo Santos de Jesus, 32 anos, auxiliar de serviços gerais
“A Prefeitura de Salvador tem que rever essa decisão e recolocar os barraqueiros em novos locais mais limpos e organizados. Os banhistas não podem ficar sem estrutura e os barraqueiros sem trabalho”.

Salvador sem barracas

Enquete: Qual a solução para o problema das barracas de praia de Salvador?


As barracas da orla de Salvador foram derrubadas através de uma determinação federal, solicitada pela prefeitura do município, com base em uma lei da união que proíbe a construção de estruturas permanentes no diâmetro de 30 metros a partir da preá mar(maré alta). As desocupações foram a base de muito protesto e da presença das policias municipal, militar e federal.

Itamara Nascimento, 26 anos, esteticista: “Antes de derrubar deveria dar um subsidio para os barraqueiros. E na orla, agora, colocar trailer fora da areia”.
Maurício Cardoso, 28anos, empresário: “Indenizar os barraqueiros, a final eles precisam de alguma fonte de renda para sobreviver, em relação às barracas construir no calçadão”.
Maíra Ribeiro, 27 anos, estudante: “Criar um projeto como o mercado do peixe, onde os barraqueiros teriam boxes, deixando a orla livre, sem nenhuma estrutura”.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Hospital do Subúrbio inicia suas atividades

Foto por Glauce Guimarães


Na última terça-feira (14) foram iniciados os primeiros atendimentos à população baiana no Hospital do Subúrbio (HS). Com um total de 94 pessoas atendidas até às 14h do mesmo dia, a perspectiva é de que 200 pessoas sejam atendidas diariamente.
A diretora do hospital, Lícia Cavalcanti fez um balanço do atendimento e do funcionamento do hospital nesse primeiro dia. “Ocorreu tudo dentro do esperado. Nós estamos na fase de conhecer o perfil da comunidade, escutar as necessidades dos pacientes, classificá-lo de acordo com o risco e adequar o hospital, o corpo médico às necessidades da população local, um processo que é feito de forma gradativa”, explicou Lícia. O HS está atendendo com 50% da sua capacidade, o que equivale a 104 leitos de internação e 30 de terapia intensiva, número que será ampliado por completo após seis meses de funcionamento.
Lícia esclareceu ainda que o HS é classificado como atendimento de urgência e emergência, sendo assim, consultas médicas ou exames laboratoriais não serão efetuadas no novo hospital. “Por enquanto estaremos encaminhando os casos mais simples, através do nosso serviço social para outras unidades de atendimento da região. Não podemos fazer de um hospital desse porte um hospital ambulatorial” disse.
Ivaniele Cristina, que reside no bairro Colinas de Periperi, levou o filho Adrian, de apenas sete meses, para uma consulta de emergência no HS. Questionada sobre os motivos que a levou a fazer essa escolha, a estudante, de 20 anos, destacou os principais. “Escolhi o hospital por ser perto de onde moro, por ser novo e por acreditar que estaria vazio, diferente do que provavelmente eu encontraria nos hospitais do centro da cidade”, ressaltou Ivaniele.Com mais de 400 profissionais, o HS espera atender habitantes de toda a região suburbana, além da população de bairros próximos como Valéria, Cajazeiras, Castelo Branco, Pau da Lima e de municípios que fazem parte da Região Metropolitana de Salvador.




Por Glauce Guimarães