quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Salvador vira capital mundial do reggae por um dia

Uma verdadeira multidão lotou o Wet’n Wild no último sábado (20) para assistir a sétima edição da consagrada “República do Reggae” - maior evento do gênero da América Latina - que trouxe em sua grade de atrações grandes nomes locais, nacionais e internacionais do ritmo divididas em dois palcos: “Liberdade” - palco principal que reuniu Adão Negro, The Congos, Edson Gomes, Ponto de Equilíbrio, Natiruts, Alpha Blond e Sine Calmon -  e “Resistência” - com os novos talentos Irmandade Brasmorra, Alezujah, Shymain Zion, Unidade Planta de Zaíre, Ministério Público e Semente da Paz.

Marcado para começar às 18h, o show só iniciou às 20h30min com Adão Negro, que fez uma curta apresentação de meia hora em decorrência do atraso da festa, pois teriam outro evento no interior do estado. O cantor Serginho, fez referências ao dia da Consciência Negra, destacando que em nosso estado não deveria haver preconceito, uma vez quê a maioria da nossa população é negra “É horrível ouvir frases racistas como: Falar de negro agora está na moda” disse.

Em seguida, a primeira atração internacional, os jamaicanos do The Congos, donos do pedido mais exótico do cardápio dos camarins: 10 latas de sardinha e 10 de atum. Gastronomia à parte, eles mostraram energia do inicio ao fim da apresentação, empolgando a platéia. A terceira atração reservou um dos momentos mais emocionantes da noite, o Rei do Reggae baiano, Edson Gomes, mostrou que continua firme no trono. Ao subir ao palco, foi ovacionado pelo público com gritos e acenos. Ao iniciar os acordes da primeira canção, viu toda a platéia em coro cantando e permitiu que conduzissem a banda até a metade do hit e quando abriu o vozeirão, eles foram ao delírio.A cena se repetiu durante todo o show.Após Edson foi a vez do Ponto de Equilíbrio subir ao palco Liberdade e botar a galera pra dançar.

No meio do show, eles fizeram uma homenagem a Gregory Isaacs, - falecido no último dia 25 de outubro - fez um apagão em todo o espaço e pediu que o público acendesse isqueiros e as luzes de seus celulares causando um lindo efeito visual.Na seqüência, Natiruts, Alpha Blond e Sine Calmon animaram os reggae mans e reggae girls até a manhã de domingo.

Faça o seu


Faça o seu

Será que vale a pena produzir um CD fora do estúdio profissional?


Há oito meses em Mussurunga, bairro de Salvador, surgiu a banda Os Parceiros. Oito amigos tiveram a idéia de formar um grupo de Partido Alto, uma mistura de pagode romântico com o samba mais agitado.

Eles, desde a formação da banda se empenharam e procuraram escutar as músicas que entrariam no repertório. No início ensaiavam todos os dias. Depois as reuniões foram reduzidas. Com um mês o grupo passou a fazer apresentações nos finais de semana em bares e barracas de praia. Um amigo dos integrantes, que trabalha com produção de CD sugeriu que a banda gravasse músicas para divulgar o trabalho. Os componentes acreditaram na idéia e decidiram gravar no Home Studio montado na casa do bangista, Rildo dos Santos. “A dificuldade de conseguir dinheiro para o pagamento de uma gravadora profissional foi o que nos levou a gravar desta forma”, afirma Rildo.

O espaço utilizado era uma sala de estudos. Um ambiente fechado e quente, com 6 metros quadrados, onde cabem 10 pessoas, no máximo.

A preocupação da banda é com qualidade do produto a ser divulgado. Segundo Fernando Gundlach, produtor musical profissional, o resultado final do trabalho realizado em Home Studio depende muito do técnico.
A criatividade na produção de um CD em estúdio amador faz a diferença. “O Home Studio tem vantagem sobre uma gravadora, o grupo pode gravar ou modificar uma mídia a hora que desejar”, diz Fernando. Mas os equipamentos eletrônicos, a sala acústica bem tratada e a sala de técnica são o diferencial do estúdio convencional.

O responsável pelo processo de gravação dos Parceiros é Jorge Augusto. Ele exerce este trabalho de forma amadora, além de fazer parte da “produção” da banda. Ele considera que qualquer pessoa, instruída e com os equipamentos necessários, pode produzir um CD. A soma de todos os materiais chega a 4 mil reais. “Um produtor amador pode receber, no mínimo, 300 reais por um único CD”, explica.

A produção, de acordo com a banda, deverá ser finalizada até janeiro de 2011. “A demora da gravação é por conta da falta de compatibilidade de horário dos componentes”, diz Rildo.

Outra banda que passou por este processo amador foi a Black Style. Um grupo conhecido dentro do estilo musical do pagode baiano. Surgiu há mais de 2 anos e, hoje, realiza shows em Salvador e diversas outras cidades do Brasil. “O trabalho inicial foi maravilhoso, nos ajudou a divulgar as nossas músicas, somos reconhecidos em todos lugares que vamos”, afirma o cantor Robson Silva.
A idéia de gravar um CD surgiu por acaso. Durante uma das apresentações da Black Style, um vizinho gravou o áudio. As músicas foram escutadas por várias pessoas. Os músicos começaram a perceber o crescimento do público nos shows. Dias depois resolveram produzir seu próprio disco. “A recompensa deste tipo de trabalho só percebemos quando chega às mãos do público”, conclui Robson.




Box

COMO MONTAR UM CD
O passo a passo para produzir a mídia em um Home Studio
1º Equalização dos instrumentos – na mesa de som, o operador verifica se o volume, os graves e agudos estão uniformes;
2º Captura do áudio e da voz – utiliza o microfone para conseguir o áudio de instrumento por instrumento;
3º Tratamento da música – é a montagem da música. É feita com um software, cada instrumento é capturado individualmente pelo produtor;
4º Salvar – após a montagem da música, salva no arquivo do computador em formato Wave;
5º Processo da mídia – ocorre após a edição, a inclusão das músicas na mídia (CD).

O QUE VAI PRECISAR...
Um software
Um equalizador digital
Uma Mesa de som
Um fone de ouvido para o produtor e outros para cada músico
Quantidade a depender do número de instrumentos e de integrantes
Um cabo de entrada e de saída
Duas caixas de som
Fonte: Produtor musical amador, Jorge Augusto.


Destruição da Amazônia

A floresta amazônica abriga o tesouro brasileiro, o maior reservatório de água doce e de biodiversidade do planeta. Estas riquezas vêm atraindo interesse de vários países, que buscam, também, descobrir o poder medicinal da flora local. O grande problema da Amazônia é o desmatamento.

Segundo o site adital.com.br, 76 % de floresta nativa foi desmatada em março deste ano. Muitas dessas áreas são usadas na extração de madeira e na pecuária. Porém, a posição oficial do Instituto brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), afirma que a fertilidade do solo é baixa e a floresta amazônica é um ecossistema auto-sustentável.

Além de contribuir para o aquecimento global, com a diminuição de plantas capazes de absorver gás carbônico (CO2) e liberar oxigênio (O2), a degradação da natureza causa males muitas vezes irreversíveis, como a extinção de espécies animais. Muitas delas sequer foram catalogadas e estudadas. O site natureba.com.br completa que “a destruição de floresta e o aquecimento global propiciam a propagação de doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue e a malária”.

Grande parte situada em território brasileiro, a Amazônia Legal, desde 1990 a 2003, sofreu o crescimento de 140% da pecuária. O site natureba.com.br diz que a taxa de crescimento é 10 vezes maior que no restante do país. Alguns pastos são preparados com queimadas, o que pode causar incêndio florestal, internação de populações locais, além das cinzas serem levadas para o centro-sul do país e oceano atlântico.

A floresta já perdeu quase 20% de seu tamanho original ou 700 mil quilômetros quadrados. O natureba.com.br informa que os cidadãos brasileiros devem exigir selo do conselho de manejo florestal ao comprar produtos florestais, como madeira e papel, evitar o consumo de couro animal, entre outras.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Novamente fraudado,assim é o Enem 2010

O Exame Nacional do Ensino Médio, (Enem) que garante a entrada na universidade para muitos jovens, principalmente da rede pública, foi novamente interrompido. Nos dias 06 e 07 de novembro de 2010, mais de 3,5 milhões de pessoas foram até seus locais de prova para realizar o exame.
Logo no 1º dia de prova, houveram confusões como:Erros nos gabaritos nas provas amarelas,que estavam incompletas.
Segundo Ailma Paixão, aluna do (CPM), Colégio da Polícia Militar da Bahia, os próprios fiscais de prova, estavam confusos e não souberam explicar a forma correta de preencher o gabarito,confundindo ainda mais os candidatos que estavam fazendo a prova.
Ailma, relata que o acontecimento, na sala em que se encontrava, não chegou a interferir a continuidade nas execuções da prova. Mas apenas na segunda-feira, que estes fatos tiveram repercussão pública. Estudantes de todo Brasil, foram até imprensa reivindicar os erros nas provas que fizeram se sentir prejudicado.
O que mais se comente entre os alunos que fizeram a prova, é como uma prova a nível do Enem é possível por dois anos consecutivos haverem erros grotescos.
As autoridades competentes anunciaram confirmando que os prejudicados teriam direito a refazer a prova, porém a insatisfação populacional é grande e muitos pedem pelo cancelamento.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A cara da Bahia

Em qualquer lugar do mundo é impossivél citar Salvador sem mencionar o famoso acarajé. Este quitute baiano é uma especialidade da culinária gastrônomica da cultura Afro-brasileira e tem história viu?!

Há treze anos, o dia 25 de Novembro, o dia da baiana de acarajé, faz parte do calendário de homenagens oficiais da Bahia, que agora passa a ser nacional.

A origem do acarajé está relacionada ao Candomblé como uma espécie de oferenda para os orixás, mas hoje em dia há vários pontos turísticos que vendem acarajés sem ter ligação com o Candomblé.
A figura da baiana de acarajé ficou marcada no cenário histórico devido a divulgação feita, principalmente pela imortalizada Carmem Miranda que fez da baiana de acarajé um símbolo da cultura baiana e referência para o turismo internacional.

O acarajé foi reconhecido como Patrimônio Cultural de Salvador pela Câmara Municipal. "Para mim, é uma enorme honra ter meu nome ligado a este fato, que eventualmente alguns podem desconhecer a dimensão e importância, mas para nós da Bahia significa uma verdadeira afirmação nacional de uma das figuras mais cara da nossa cultura, que todo baiano traz no coração e, com certeza, todo o turista que já foi a Bahia também leva em seu coração", afirmou o autor do projeto, deputado Mário Negromonte.

Debora Falcão, 25 anos, natural de Salvador, diz não viver sem acarajé e aprendeu a comer desde bem cedo, com bastante pimenta. " Pra mim o lugar não importa muito, se estou com vontade como aonde estiver. O bom é comer acompanhado de uma coca-cola bem gelada, não há quem resista!" completa.
Cada um tem um ponto preferido e um jeito de comer acarajé. O importante mesmo é valorizar essas mulheres que lutaran todos esses anos para manter viva a cultura de suas origens.

No ritmo de Papai Noel

Todo fim de ano é a mesma coisa. Pessoas correndo contra o tempo para comprar presentes. Os shoppings enfeitados com as mais modernas e chamativas árvores de Natal. Mas para quem acha que os shoppings são os que mais chamam atenção dos consumidores nesta época do ano, está enganado!

Aqui m Salvador, o sucesso é a Avenida Sete, um bairro comercial com os mais variados produtos, e o que atraente não é o conforto ou a decoração, mas simo preço.

São mais de 3.800 pontos comerciais onde diariamente circulam cerca de 600 mil pessoas. Segundo o presidente do Fórum Municipal para o Desenvolvimento Sustentável do Centro da Cidade, Haroldo Nuñez, a Av. Sete é o maio shopping a céu aberto do Norte-Nordeste. Este comércio popular é a prova de que nã é preciso gastar muito para comprar roupas, acéssorios de decoração e presentes baratos para dar de Natal. Só é preciso ter paciência para bater perna e garimpar as peças.

O importante é não deixar tudo para cima da hora, pois geralmente, as ruas ficam lotadas, podendo até ter falta de alguns produtos.

Fica aqui uma dica para quem quer presentear, decorar a casa e principalmente gastar pouco.


Seu Ponto de Acarajé preferido

Símbolo cultural da Bahia e patrimônio imaterial da UNESCO. A Baiana de acarajé faz parte da identidade de Salvador. Com alimentos criados por afrodescendentes brasileiros, o acarajé, abará e as cocadas encantam turistas e principalmente os soteropolitanos.

Algumas Baianas ficaram famosas por todo Brasil. É o caso de Dinha, Cira, Dadá e Regina. Lucimar Castro, 46 anos, funcionaria publica diz “o meu acarajé preferido é o de Regina, o tempero é muito gostoso”.

Contudo, há pessoas que preferem frequentar a Baiana próxima de casa e contam que é a melhor, como explica Catimile Santos, 21 anos, estudante “eu vou para o acarajé do Ponto em Periperi, o gosto e a massa são leves”. Uma antiga moradora da cidade baixa, sempre que possível, retorna ao Bonfim, só para ir ao tabuleiro de Jandira e fala “saio do Stiep para comer o acarajé, o sabor é muito bom”.